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17/10/2009 - Horário de verão começa à meia-noite de hoje

À meia-noite deste sábado vai ser hora de adiantar os ponteiros dos relógios em uma hora, e mantê-los assim até a 0h de 21 de fevereiro de 2010. Este ano será o primeiro em que o horário de verão começa a vigorar em um período fixo, conforme decreto assinado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva em 2008. Até então, era publicado, anualmente, um decreto para definir o período da mudança. Agora, o horário de verão começará sempre a partir da zero hora do terceiro domingo de outubro e vai até o terceiro domingo de fevereiro do ano seguinte. Se a data coincidir com o domingo de Carnaval, o final do horário de verão será transferido para o domingo seguinte.

A alteração chega trazendo descontentamento para parte da população, principalmente para aqueles que precisam acordar mais cedo para trabalhar ou estudar. A reclamação é geral: uma hora a menos de sono, sair para trabalhar ainda no escuro e ter o dia mais curto lideram a lista de reclamações. O horário de verão será de 126 dias nas regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste do país, afetando os estados do Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná, São Paulo, Rio de Janeiro, Espírito Santo, Minas Gerais, Goiás, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e Distrito Federal. Os estados do Norte e Nordeste ficam de fora da medida.

Consumo de energia

O principal benefício do horário de verão é a diminuição do consumo de energia. A medida proporciona, ainda, o aumento da confiabilidade e segurança da operação do sistema elétrico, graças à redução da demanda máxima durante o horário de pico de carga do sistema elétrico brasileiro, que ocorre das 18h às 22h. Para o consumidor residencial, a economia é conseguida com o menor tempo de uso da iluminação artificial, podendo ser obtida redução de até 5% no consumo mensal de energia.

Na área de concessão da Cemig, a economia no período corresponde a 3,4%, cerca de 240 MW, potência que equivale à geração de quase duas usinas do porte da Usina Térmica de Igarapé (131 MW). A economia também é suficiente para abastecer a 100% de uma cidade de 700 mil habitantes no horário de pico.

Nos últimos dez anos, segundo o Ministério de Minas e Energia, a adoção do horário de verão possibilitou uma redução média de 4,7% na demanda por energia no horário de maior consumo, que ocorre entre 18h e 21h. Essa redução significa que as usinas deixaram de gerar, no horário de pico, cerca de 2 mil MW a cada ano ou 65% da demanda do Rio de Janeiro, ou 85% da demanda de Curitiba.